Overseas Gerenciamento de Riscos

Login:
Senha:

Se você quiser saber mais sobre os nossos produtos ou falar conosco, clique aqui.

Ou contate-nos através do:
Fone: +55 (11) 2991-9000
Fax: +55 (11) 2991-5000 ou
E-mail:estrategia@overseasbr.com


PESQUISAR

Pesquisar por:

Rio Tinto contrata ARM (15/10/2008)

A Rio Tinto, um dos principais grupos mineradores internacionais, selecionou a solução de software do Active Risk Manager da Strategic Thought Group para possibilitar a implementação do seu programa integrado de gerenciamento de riscos global.    mais

S&P e a análise de ERM

O anúncio da S&P de que, a partir do próximo ano, passarão a analisar a qualidade do Gerenciamento de Riscos Corporativos (ERM – Enterprise Risk Management) como um novo componente de suas análises de rating de crédito – para todas as companhias negociadas em bolsa – pode ser visto como o catalisador para uma onda de mudanças na liderança empresarial e na administração de desempenho em todo o mundo.   mais

GR e o seu Papel >

 S&P e a análise de ERM

O anúncio da S&P de que, a partir do próximo ano, passarão a analisar a qualidade do Gerenciamento de Riscos Corporativos (ERM – Enterprise Risk Management) como um novo componente de suas análises de rating de crédito – para todas as companhias negociadas em bolsa – pode ser visto como o catalisador para uma onda de mudanças na liderança empresarial e na administração de desempenho em todo o mundo.


Volta e meia uma mudança de paradigma, demorada na sua formação, parece emergir subitamente, na medida em que forças paralelas, cada uma com sua força rompedora por seu lado, convergem ao mesmo tempo. A combinação de condições de crédito mais restritivas com uma tempestade de incertezas quanto à escassez de recursos, mais desequilíbrios fundamentais na economia mundial, faz que, para muitos, o ERM não seja mais uma opção, mas sim um imperativo estratégico.

O ERM não é um conceito novo, mas também não é, como colocou a S&P, “uma moda passageira”. Ele não irá embora, como alguns comentaristas esperavam. Uma das razões para isso é que softwares podem colocar a tão celebrada teoria em prática.

O ERM pode agora ser visto como uma forma inteiramente nova de se fazer negócios.


O que é ERM?


Ainda hoje, as implicações do ERM não são inteiramente compreendidas. Ele não tem a ver, por exemplo, com risco, como muitos acreditam, mas com avaliações qualitativas e quantitativas da estratégia e do desempenho dos negócios – com os relacionamentos entre risco e recompensa.

Em outras palavras, o ERM tem a ver, como a S&P reconheceu, com sucesso e com maneiras de melhorar as chances de êxito, tanto quanto tem a ver com mitigação ou adaptação a possíveis reveses.

Colocado de forma simples, o ERM é um conjunto que reúne novas práticas culturais, administração da informação e processos organizacionais desenhados para ajudar as organizações a realizar a visão, a estratégia e os objetivos de seus negócios. Ele introduz, entre muitas coisas, sistemas e disciplinas focadas na identificação, mensuração e administração ativa de ameaças que possam lançar o crescimento sustentável, a lucratividade e as novas oportunidades de investimento para fora do curso.

Tão intensamente quanto o funcionamento de um carro moderno fica oculto do seu motorista, ou como os sistemas contra falhas de uma aeronave não são vistos pelo piloto, os modernos sistemas de controle e navegação risco-recompensa medem constantemente os sinais vitais e disparam alarmes e alertas antecipados quando o desempenho atual – ou futuro – fica fora de determinados parâmetros.

Nesse sentido, o ERM funciona de cima para baixo. Ao mesmo tempo, se implementado com sucesso, o ERM deve engajar todos da organização na análise de relacionamentos risco-recompensa. Neste sentido, ele trabalha de baixo para cima e se torna uma questão da implementação das práticas culturais, processos e ferramentas de software certas.

Além do âmbito da organização

Mesmo na era de modelos de negócio em rede, crescentemente interdependentes, o ERM pode ser visto como uma forma de capturar informações de risco e recompensa não nestes termos hierárquicos convencionais, ou em termos de cadeias de suprimentos lineares, mas em termos de ecossistemas complexos de oferta e demanda. Nesse sentido, o ERM é sobre inteligência de negócios em rede.

Visto holisticamente, o ERM traz consigo uma vantagem estratégica crítica: ele entrega para a alta administração e, potencialmente, para todos os stakeholders, o chamado quadro real – algumas vezes entendido como a “visão de carteira” – de todo o negócio. Isso inclui a visualização dos relacionamentos críticos com clientes, fornecedores, reguladores e fontes de financiamento. Dessa forma, em suas formas mais avançadas e desenvolvidas, ele se situa além do âmbito da empresa. Na sua melhor situação, ele entrega “desempenho ajustado por riscos” – um nível de segurança tanto quantitativa quanto qualitativa de que uma empresa é resistente a choques e de que alcançará suas previsões financeiras e de negócios.

Software e prática cultural

Os benefícios imaginados pela S&P focam naturalmente no relacionamento entre o desempenho, a qualidade do ERM e os impactos diretos na eficiência financeira e de capital que eles terão nos ratings de crédito. Reduções de classificação são onerosas. Elevações de classificação são valiosas e já atribuíveis ao desempenho do ERM, como ilustrado recentemente pela Royal & SunAlliance, que se beneficiou não apenas em termos financeiros, mas também em termos reputacionais.

Na prática, a S&P pretende se concentrar inicialmente no que eles chamam de “cultura” e “risco estratégico”. Eles adiaram avaliações específicas do ERM de “riscos emergentes” e de “controles de riscos” até que referências adequadas sejam desenvolvidas.

Isso é compreensível. Contudo, nossa experiência nos diz que a jornada do ERM é melhor realizada tendo o destino final em mente, e isso significa levar em conta a questão da maturidade, assim como benefícios além dos ratings. A S&P reconheceu que nem todas as organizações, ou nem todos os setores, podem ser vistos ou mensurados da mesma maneira. Ainda assim, a visão do ERM na sua forma mais madura demonstra que é importante estabelecer os fundamentos desde o começo. Afinal de contas, riscos emergentes e controles de riscos são partes integrantes da boa administração de negócios, possam ou não ser medidos e comparados com referências de benchmark para fins de rating.

Mantendo em mente o interesse da S&P na “cultura”, nossa visão é que o software é não apenas necessário, mas também um conjunto de ferramentas com que a cultura pode ser modificada. Em outras palavras, o software oferece a estrutura, compartilhamento de informações, codificação, ferramentas de análise e disciplinas que podem ser utilizados para definir, desenvolver, implantar e reforçar práticas culturais. É claro que nem todas as empresas se ajustarão à divulgação de todos os riscos de maneira transparente e oportuna. Mesmo assim, pelo fato de o software, na sua melhor prática, ser simples de ser utilizado, ele pode reduzir barreiras e se adaptar a formas estabelecidas de trabalho. Nesse sentido, o software pode ser usado para moldar e encorajar a mudança cultural.

Além dos ratings

Claramente, ratings de crédito melhorados oferecem benefícios financeiros diretos, incluindo custo reduzido de capital e mais opções de financiamento. Medidas de desempenho ajustado por riscos aumentam a segurança de se “alcançar os números” e melhoram a tomada de decisões.

O ERM tem ainda o potencial, em sua forma mais madura, de prover benefícios mais amplos e profundos, como:

  • Entrega de projetos de capital: a avaliação compartilhada de riscos melhora a colaboração com parceiros e clientes e, dessa forma, reduz custos; melhora o desempenho de entrega; permite menores preços e/ou maiores margens; e mais conhecimento significa que o controle dos riscos é mais exato.
  • Cadeia de suprimentos avaliada por riscos: em consórcios complexos, sistemas de riscos melhoram a comunicação através das fronteiras; aumentam a transparência e, conseqüentemente, a confiança; melhoram a visibilidade dos controles e mitigações de riscos; fornecem aviso antecipado de falhas; e oferecem visões comuns dos riscos relacionados com objetivos compartilhados de desempenho.
  • A excelência de processo melhora as margens; possibilita a eliminação de riscos e custos desnecessários ou duplicados, internamente ou através de fronteiras com clientes e fornecedores; otimiza os relacionamentos entre caixa e entrega, propiciando redução de capital e de caixa empregado e melhorando as margens.
  • Redução dos custos de seguro: oferece informações de gerenciamento para cortar prêmios de seguro e/ou auto-segurar parte da carteira, de maneira que no passado não seriam possíveis.
  • Continuidade de negócios aperfeiçoada: minimiza exposições a falhas operacionais e os custos/penalidades associados; protege a reputação de confiabilidade; e minimiza riscos que possam afetar os resultados financeiros.

Para colocar de forma mais simples, o ERM não tem a ver simplesmente com ratings de crédito: ele pode trazer benefícios diretos de negócio para todas as empresas. Da mesma forma, ratings de crédito não têm a ver somente com maturidade de ERM – existem muitos outros fatores vitais. Fica claro que a importância do ERM variará muito conforme as necessidades individuais de levantamento de capital, os perfis de risco-recompensa e os padrões do setor e dos seus participantes.

Em outras palavras, o ERM pode ser crítico para um negócio sem que os ratings sejam críticos. Mas, se os ratings forem críticos, provavelmente o ERM também o será.